segunda-feira, outubro 19, 2026

Cacareco

 

Cacareco

(Hernane Freitas)

Ouvia essa palavra e sempre achei engraçada; agora parece que ninguém fala mais, não tem sentido algum, mas me veio à cabeça e resolvi escrever alguma coisa. São tantas coisas que ninguém faz mais que foram deixadas para trás e que fazem todo o sentido... Novos dialetos e novas palavras sem significado algum passaram a fazer parte do vocabulário das pessoas do século XXI que nem mesmo elas entendem o que estão falando. Falam por ouvir todo mundo pronunciando, mas nem sabem o significado e nem onde colocá-las corretamente.

As redes sociais vieram para nos ajudar a compreender a fragilidade humana escondida. Começamos a expor o que nós temos de menos importante em nossa existência e parece fazer muito sucesso; não vejo sentido algum em muitas coisas. O respeito era uma palavra que estava sempre presente entre nós, hoje parece que ninguém pratica e, quando se fala nela, usam as leis para justificar a falta de educação e a falta de elegância, que é outra coisa que parece não existir mais — foi trocada por ostentação, que não tem significado nenhum. Os pedacinhos da humanidade estão cacarecando por aí e não estamos conseguindo ajuntar. Ninguém lê mais uma boa história e mesmo não se tem uma prosa boa com os vizinhos nas calçadas. Que pena que o mundo se coisificou demais e as pessoas não têm mais tempo para as pequenas alegrias da vida.

Quem sabe o que é escalafobética? Tem gente que nem consegue pronunciar tal palavra, mas tem significado e é muito elegante para denominar algo fora do comum, esquisito, extravagante, estrambótico, desengonçado ou desajeitado. Vixe, muitos leram e nem saberão quanta elegância essas palavras carregam em seu significado. Extravagante hoje é quando pessoas mostram seu carro novo, suas joias caras, mas o verdadeiro sentido era uma pessoa feliz que sorria muito alto, fugia dos padrões comuns ditados pela sociedade com um estilo chamativo e que quase sempre estava cercada de outras pessoas felizes, sem interesse de ser chique ou de buscar alguma oportunidade de ascensão profissional.

Você já pagou mico na sua vida? Nossa, quantos micos eu paguei nessa minha curta longa vida! A moçada da atualidade não paga mico, eles micam o tempo todo e nem percebem. Começam nas roupas e terminam nas repetições de palavras sem sentido, que nem mesmo eles sabem o que estão pronunciando. Todos nós temos uma caixinha nas mãos que carrega os nossos segredos, nossas aventuras e até as finanças, e que necessita de antenas para funcionar. Agora, o que é mais incrível é que ninguém está antenado. Até outro dia estávamos antenados em tudo o que acontecia; as informações eram passadas rapidamente de boca a boca e faziam a diversão da moçada. Hoje ficou tudo muito sem graça, são tantas informações que nem dá tempo de comentar; quando comentamos, outro já publicou algo mais interessante e tudo se torna sem graça. Meu Deus, existiam tantas coisas supimpas, coisas tão maravilhosas, de boa qualidade... Estamos tão superficiais que não tem mais nada supimpa nessa vida. Tudo virou papo furado, conversas sem futuro, enrolação, e sai do nada para lugar nenhum. Tudo passa rápido demais, igual a pum, que cada um faz o seu escondido e ninguém quer ser o dono do feito quando está em público.

Credo, como a humanidade evoluiu! "Six Seven" (6-7) virou uma gíria do ano 2026; será que para o ano de 2027 será “Eight Nine" (8-9)? Até as gírias antigamente eram mais criativas. Será que dá para trazer de volta o “Chuchu beleza” — algo que estava tranquilo, perfeito, excelente? Penso que não, faz falta. Nossa, esqueci do cacareco, que é um substantivo masculino que significa coisa velha, sem valor, estragada ou um objeto caseiro de pouca utilidade (tranqueira, quinquilharia, trem velho). Geralmente, a palavra é usada no plural (cacarecos) para se referir a um amontoado de móveis velhos ou utensílios domésticos desgastados pelo tempo. Tranqueira, badulaque, quinquilharia, bagulho, treco, massa, joia, irado, brother, xavecar, caiu a ficha, tomou Doril, pindaíba... chega, né?

sexta-feira, maio 01, 2026

O trabalho ( Hernane Freitas)

     Em um mundo capitalista não trabalhar é morrer de fome ou ser vagabundo. Desde que a revolução industrial aconteceu na Inglaterra no século XVIII, a mão de obra tornou-se um bem precioso e necessária para fazer as maquinas funcionarem, claro que o mundo nunca mais foi o mesmo, tivemos que vender nosso único bem, a nossa força de trabalho muito mal vendida para não morrermos de fome.

      O dia primeiro de maio quando comemoramos o dia do trabalho tornou-se um dia de descanso e as reflexões que deveriam acontecer acabou tornando apenas discursos políticos, talvez por não ser interesse das mídias ou das grandes corporações que o trabalhador e assalariado tenha voz ou seja ouvido. Passamos maior parte do nosso tempo resolvendo os muitos desafios e não temos tempo para sermos bem sucedidos como o mercado quer, na verdade se todos fossemos bem sucedidos faltaria mão de obra para ser explorada.  No capitalismo todos nos  almejamos um lugar de destaque, não existem lugar para todos, alguns precisam fazer o trabalho pesado.

       O Planeta  precisa ser cuidado, infelizmente não sabemos cuidar nem de nós, ainda não percebemos que estamos gastando todas as reservas do planeta e produzindo a todo vapor mesmo quando seria o momento de desacelerarmos para continuarmos vivendo por aqui. Afinal de contas o mundo anda mesmo de cabeça pra baixo o maior pais do mundo, o mas democrático esta passando o seu titulo de maior do mundo para o país mais populoso do mundo.

       Desde de criança fomos acostumados a agir de acordo com que a sociedade capitalista programou, menino só pode fazer coisas de menino, brincar com carrinho, fazendinha e meninas de boneca e comidinha já preparando para assumir as responsabilidade definidas pelo capitalismo, aqueles que ousaram fazer diferente são subversivos. As possibilidade de uma vida melhor aumentaram e com a modernidade ficou mais facil sobreviver, digamos de passagem que apenas para uma pequena parcela da sociedade, o mundo é desigual e quem nasceu sem oportunidades não tem muito o que fazer apenas luta para sobreviver. Precisamos parar de romantizar o capitalismo e acreditar que somos presenteados todos os dias com as benesses capitalísticas, somos apenas soldados lutando uma luta que não fomos nos que provocamos para que os nossos comandantes recebam as medalhas depois de muitas mortes.

        Não viver uma ilusão é o melhor caminho para ter uma vida melhor, infelizmente nunca poderemos deixar de trabalhar ou de produzir mas podemos desacelerar e termos um tempo maior para vivermos com dignidade, claro que precisamos de construir nossos castelos em bases solidas, porem precisamos de ter o direito de usufruirmos dessas construções deixando de sermos escravos do capitalismo. 

domingo, abril 12, 2026

O tempo

        O tempo parece que está mais rapido, tudo anda depressa demais e nunca temos tempo para cumprir tudo que queremos. Até mesmo as prioridades estão ficando de lado, pior do que isso está ficando de lado a pessoa humana, quando o ser humano deixa de ser prioridade a vida deixa de ter sentido. Vários conflitos mundiais simultâneos acontecendo e nossos lideres não estão sendo capazes de conduzir com qualidade a direção dos governos. Estamos sendo incapazes de gerir um mundo melhor e mais humano, produzimos muito, mas geramos mais famintos todos os dias, nossas instituições não estão sendo capazes sozinhas de fazer o trabalho que antes era feito também com as famílias.

       Não é que o tempo esta mais escasso, foram nossas atividades que aumentaram, nossas necessidades ficaram maiores e por isso que o tempo ficou menor, passamos a priorizar os bens materiais, o que é não é ruim mas estamos deixando de lado a espiritualidade e o bem estar. Hoje existe mais qualidade material e mais comodidade, mas parece que as pessoas ficaram mais frágeis e mais fumeáveis, sem saber como viver em sociedade e conviver com as outras pessoas. Nos anos 80 e 90, tínhamos menos condições financeiras mas existia mais robustez e mais qualidade de vida, conseguíamos lidar melhor com as brincadeiras, aceitávamos mais o não como um incentivo para crescer e ter uma vida melhor, hoje o não é uma palavra inexistente no dicionário da maioria dos jovens e adolescentes.  O investimento em cursos e profissionais ligados a formação é muito maior que o próprio convívio com os progenitores, o conhecimento na teoria é grande mas na pratica e quase inexistente.

      O governo tem uma sobrecarga muito grande com projetos sociais e o resultado nunca é o esperado, a lucratividade das grandes empresas deveriam ser mais divididas em investimentos com seus funcionários e também na recuperação da degradação no meio ambiente. Os impostos são altos porque os gastos não são feitos adequadamente. A concentração de renda nas mãos de poucos é grande demais, enquanto aqueles que mantém a sociedade funcionando fica com muito pouco e consequentemente gerando o caos na sociedade.  Escolhemos mal os nossos representantes, existem grandes financiadores políticos que detém um poder maior de acordo com seus próprios interesses. Talvez o tempo não seja capaz de absorver tudo quanto for necessário para uma sociedade melhor e mais humana. O ser humano passou a gerir seu tempo na lucratividade e não no bem estar.

       Até parece uma utopia querer um mundo melhor é mais humano, ter uma educação de qualidade para todos, uma  vida melhor, saúde, boa alimentação. Penso que os sonhos e a esperança são necessários para compreendermos melhor esse processo de dias melhores, mas sem união das pessoas nada vai mudar, quanto desorganizada esta a sociedade melhor para os milionários e bilionários, se eles tem muito mais dinheiros nós temos menos, somos nos o povo o esteio da sociedade, sem o povo nada funciona. Precisamos nos organizar melhor por um mundo melhor mais humano e mais fraterno.

Hernane Freitas 

domingo, março 15, 2026


Paz e bem
 Caros irmãos e irmãs, estamos vivendo tempos difíceis, o tempo parece correr rapido demais e nós não estamos conseguindo acompanhar, as pessoas cada vez mais introvertidas, individualistas e quase não pensam na coletividade. Aqueles que tem muito não querem repartir com os menos favorecidos, o mundo vive um conflito de interesses muito grande, não há mais empatia e aqueles que tinham esperanças já estão perdendo. Boa parte dos problemas em nossa comunidade é problema nosso, o dever de casa  não está sendo feito direito, estamos sempre esperando que alguém passe no quadro para copiarmos tudo pronto.
As gerações mais novas não sabem lidar com regras e não conseguem ouvir não, os pais não estão não colocam regras para não frustrar os filhos, fazendo isso eles contribuem para que seus filhos não saibam lidar com as dificuldades do cotidiano, falar não é necessário para que amanhã os filhos tornem pessoas capazes de lidar com os obstáculos.
As pessoas estão fragilizadas pela falta de convívio com as outras ou mesmo por não saber lidar com as emoções que estão a flor da pele. Vivo me perguntando se estamos sabendo lidar com tantas informações, nunca sabemos se é verdade ou não e podemos ou não dizer isso ou aquilo, nunca pensei que fosse viver em uma sociedade tão complicada, cheia de regras que não são cumpridas, leis que são apenas para alguns e conflitos que geram mortes e muitos batem palmas.
Devemos cuidar bem de nosso emocional de nossa espiritualidade e buscar Deus nas coisas simples e não nos apegarmos em achismos ou regras que apenas massacram a pessoa humano.
 

sábado, fevereiro 07, 2026

As aventuras de uma viagem em grupo

     Caros amigos já tem um tempo que organizo algumas viagens com grupo de pessoas e  muitas coisas boas acontecem nessas viagens, fiz muitos amigos e muitas também deixaram de ser amigos. Quando saimos do aconchego do nosso lar é bom viver aventuras, guardar boas lembranças para que no futuro nas rodas de amigos ter boas histórias para serem contadas. Ao sair de casa somos instigados e fazer novas amizades e a compreender que por alguns dias teremos uma grande familia, muito diferente daquela que estamos acostumados e na diversidade de pensamentos nos ajuda a viver melhor e a compreender que o mundo é sempre diferente daquilo que estamos acostumados, nos tira de nossa comodidade.

    Ao sair de nossa comodidade o que vale mesmo são as aventuras, tem aqueles que são sempre sorridentes que concordam com tudo e topa todos os passeios sem reclamar saiu de casa mesmo para divertir e tem aquele outro que reclama do sol forte e esta sempre preparado para reclamar da chuva e das pessoas que são bonitas e das pessoas que  não são tão bonitas e ainda tem aquelas que vai tentar organizar um grupo para fazer uns passeios exóticos e que nunca acaba dando em nada. Tem os sempre alegres que toma sua bebida da confusão e atreve a virar cantor ou mesmo cria confusão com ele mesmo. Mas diversão acontece mesmo com aqueles que pedem desconto reclama que a viagem está muito cara e quer sempre mais, se tem café quer leite, se tem leito quer suco, se tem suco quer fruta, se tem fruto quer queijo, sempre quer mais do que pagou e sempre tenta tirar uma vantagem por ser mais amigo que os outros.

     Não é facil organizar um grupo e as vezes é preciso fazer concessões para alguns já que existe uma grande concorrência no turismo. È muito importante ser verdadeiro na organização e realmente entregar tudo aquilo que foi prometido, não dá para agradar 100%. 

Cacareco

  Cacareco (Hernane Freitas) Ouvia essa palavra e sempre achei engraçada; agora parece que ninguém fala mais, não tem sentido algum, mas...